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Falhas no estabelecimento da soja: entenda o papel dos patógenos de solo

Doenças de solo da soja: como identificá-las e manejá-las no campo


A fase inicial da soja é um dos momentos mais críticos para o sucesso da lavoura. A depender das condições de solo, umidade e temperatura, diversos patógenos podem comprometer o estande, reduzir o vigor das plântulas e prejudicar todo o ciclo produtivo. Entre esses desafios, quatro grupos se destacam pela frequência e pelo impacto econômico: Phytophthora sojae, Pythium spp., Fusarium solani f. sp. glycines e Rhizoctonia solani. Cada um deles possui particularidades biológicas e epidemiológicas que influenciam tanto o diagnóstico quanto o manejo.

doenças de solo da soja

Phytophthora sojae – o inimigo de solos encharcados

A Phytophthora sojae é frequentemente associada a áreas com histórico de encharcamento. Como o oomiceto possui estruturas de sobrevivência no solo (oósporos), ele se mantém ativo por anos, aguardando condições favoráveis. Quando o solo satura, as zoósporos se movimentam em direção às raízes e infectam plantas desde a emergência até estágios mais avançados.

No campo, sintomas como murcha progressiva, lesões marrons no caule, começando na base da planta, e morte de plântulas em reboleiras são sinais típicos. Em cultivares suscetíveis, a doença evolui de forma rápida após chuvas intensas. O manejo é baseado na resistência genética, rotação de culturas e tratamento de sementes com produtos específicos, sendo essencial associar drenagem eficiente em áreas de risco.


Pythium spp. – o primeiro a atacar no pré-emergente


O Pythium spp. é o patógeno mais precoce entre os citados, atuando fortemente antes mesmo da emergência da plântula. Seu ataque resulta em morte de sementes, "não emergência", necrose de radículas e plântulas fracas, facilmente arrancadas do solo. A severidade aumenta em solos frios, compactados e com excesso de umidade, especialmente quando o plantio ocorre fora da melhor janela.

Como se trata de um oomiceto oportunista, a velocidade de infecção está diretamente ligada ao tempo que a semente permanece no solo antes de germinar. Em plantios muito profundos ou em áreas de baixa temperatura, o período de vulnerabilidade aumenta. O manejo inclui tratamento de sementes de amplo espectro, correção de compactação e ajuste da profundidade de semeadura.


Fusarium solani f. sp. glycines  – o patógeno silencioso das raízes


Fusarium solani f. sp. glycines é um dos patógenos mais versáteis da fitopatologia. Ele atua de forma silenciosa, causando podridões radiculares que muitas vezes passam despercebidas até fases mais avançadas da cultura. Os sintomas característicos incluem raízes escurecidas, redução do sistema radicular, plântulas subdesenvolvidas e, eventualmente, lesões alongadas no hipocótilo.

Em campo, áreas com baixa fertilidade, compactação e/ou encharcadas costumam apresentar maior incidência. O fungo aproveita qualquer ruptura no tecido vegetal para colonizar. O manejo passa pelo uso de sementes de alta qualidade, melhoria da estrutura do solo e rotação de culturas com espécies não hospedeiras.


Rhizoctonia solani – o agente do tombamento e podridões


A Rhizoctonia solani é facilmente reconhecida pela habilidade de causar tombamento pós-emergente, podridão radicular e lesões marrons em “cinturão” na base do caule. Esse fungo prospera em solos quentes, úmidos e mal manejados, especialmente quando há acúmulo de resíduos ou problemas de compactação.

O ataque inicia-se nos tecidos superficiais das raízes e do hipocótilo, evoluindo para necroses que comprometem o transporte de água e nutrientes. A planta tende a murchar rapidamente nas horas mais quentes do dia. As melhores estratégias incluem tratamento de sementes, melhoria do preparo do solo, redução de palhada mal decomposta e escolha de janelas de plantio com menor risco de estresse.


Por que essas doenças se intensificam?


Embora diferentes em biologia, esses patógenos têm algo em comum: se beneficiam de estresses da lavoura. Solo compactado, baixa drenagem, plantio tardio, sementes de baixa qualidade e janelas de chuva intensa criam o ambiente perfeito para sua multiplicação.

Plantas enfraquecidas tornam-se alvos mais suscetíveis. Por isso, o manejo efetivo começa muito antes da semeadura, incluindo planejamento do sistema produtivo, análise de solo, seleção adequada de cultivares e adoção de práticas fitossanitárias preventivas.


Conclusão: diagnóstico rápido e manejo integrado são a chave

Phytophthora sojae, Pythium spp., Fusarium solani f. sp. glycines e Rhizoctonia solani representam uma das principais causas de falhas de estande na soja. Entender o comportamento de cada patógeno permite ações mais assertivas e maior eficiência no manejo.

O produtor e o agrônomo devem focar em tratamento de sementes, uso de cultivares resistentes, correção de problemas estruturais do solo e diagnose rápida no campo, garantindo que decisões sejam tomadas antes que as falhas comprometam a produtividade.

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